sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Amazônia: enfim alguma luz sobre o Plano Amazônia Sustentável

Foi divulgada matéria sobre o Plano Amazônia Sustentável onde demonstra claramente que a atual ministra do 1/2 ambiente discorda do que foi deixado por Marina Silva, alegando que o PAS peca por "excesso de preservacionismo". A discussão evoluiu e também se verifica que o descontentamento dos militares quanto à extensas áreas indígenas localizadas em zonas fronteiriças.

A matéria diz ainda que ao contrário da versão anterior, esta nova proposta que está sendo pensada para o PAS quer valorizar os projetos de aproveitamento dos minerais e de energia.

Aos visitantes sugiro que cliquem no link acima para lerem a matéria com mais propriedade.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Amazônia: anunciado o início da primeira concessão florestal federal do país

Anunciaram hoje que entrou em funcionamento a primeira concessão florestal federal do país em Jamari/RO. Poderia ser comemorado que depois de pelo menos quatro anos, depois da L11284/2006, o país finalmente tem sua primeira concessão florestal.

Poderia ser comemorado se concessão florestal fosse algo bom, coisa que não é, pelo menos nos moldes atuais. O valor de exportação da madeira é impraticável, o preço de compra da madeira em pé é impraticável. Qual será a fórmula do sucesso e que fará Jamari diferente de tudo o que já houve no mundo?

Vamos observar a fiscalização sobre tais concessões. Vamos vigiar o andamento da exploração. Vamos ver se o ICMBIO fará o devido controle, pelo menos com o mesmo peso do que faz aqui fora das concessões. Vamos ver o IBAMA também e a secretaria de meio ambiente de Rondônia.

Para saber mais sobre o assunto, acesse os seguintes links:


Acredito que por aqui já dê pra se tirar umas conclusões sobre o que acontecerá no Brasil, mas agradeçamos todos ao papagaio de pirata da Marina e comitiva.

Amazônia: Acompanhe a dança dos dados de monitoramento do desmatamento da Amazônia:

Visite o link do MMA para ver os números do desmatamento, que são diferentes dos números divulgador pelo IMAZON e que também são diferentes do que foi divulgado pelo MMA ao Estadão.

Um peso, duas medidas.

Dois pesos, uma medida.

Dois pesos, duas medidas ou mais.

Amazônia: recorde do desmatamento na Amazônia

Estadão publicou:

Amazonas foi único a aumentar desmatamento no acumulado do ano

Estado foi o que mais aumentou desmatamento da Amazônia legal em comparação com o ano passado

08 de outubro de 2010 | 12h 21
 
Célia Froufe - Agência Estado
BRASILIA - O Estado do Amazonas foi o único a apresentar aumento do desmatamento de janeiro a agosto na comparação com o mesmo período do ano passado, entre todos os estados que compõem a Amazônia Legal. Segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, o crescimento nesse Estado foi de 26% no período, passando de uma área de 87,6 para 110,71 quilômetros quadrados. Os demais oito Estados da região apresentaram redução no período.
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, afirmou que o Amazonas tem demonstrado aumento do desmatamento, mas que o Ministério está atacando o crescimento dessa atividade. "O desmatamento é um crime ambiental, que combateremos assim como também combatemos o crime tributário, porque quem faz isso, sonega, além de realizar outros crimes", comentou.
Já o coordenador-geral de zoneamento e monitoramento ambiental do Ibama, George Ferreira, salientou que parte do aumento verificado no Amazonas é por conta das nuvens que cobriam o Estado no ano passado e impediam a verificação. A ministra enfatizou, porém, que equipamentos novos conseguirão identificar a situação real das áreas, mesmo quando há incidência de nuvens nas regiões verificadas, e que eles já estão em processo de ajuste. "A questão das nuvens está deixando de ser um gargalo. Isso ficará para o próximo governo", afirmou.
No Pará, houve redução de 53% da área desmatada de janeiro a agosto, passando de 1.275 quilômetros quadrados nos primeiros oito meses de 2009 para 599 quilômetros quadrados este ano. No Mato Grosso, a queda foi de 40%, de 756 quilômetros quadrados para 452 quilômetros quadrados. Em Rondônia a redução foi de 151 quilômetros quadrados para 122 quilômetros quadrados (-19%); no Maranhão, de 100 quilômetros quadrados para 61 quilômetros quadrados (-38%).
Em Roraima, de 50 quilômetros quadrados para 30 quilômetros quadrados (-39%); no Acre, de 10 quilômetros quadrados para 7 quilômetros quadrados (-28%) e, em Tocantins, de 19 quilômetros quadrados para 6 quilômetros quadrados (-66%). No Amapá, não foi identificada nenhuma área de desmatamento de janeiro a agosto deste ano. No mesmo período de 2009, estava em 4 quilômetros quadrados.
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Blogger: Eleição também faz boi voar.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Amazônia: novo recorde para a queda do desmatamento na Amazônia

O MMA ainda divulgará oficialmente o índice de desmatamento que caiu 47% no período compreendido entre agosto/2009 e agosto/2010. Segundo algumas análises, da própria ministra, as quedas são decorrentes da fiscalização mais efetiva sobre a cadeia produtiva, ou seja, desde quem produz madeira industrializada até quem a compra.

Esses números agora apresentados e que serão divulgados oportunamente pelo presidente em pessoa divergem grosseiramente daqueles apresentados pelo IMAZON - 23%.

Fica somente uma pergunta: afinal, estamos sendo otimistas demais para podermos dizer ao mundo que cumprimos o nosso compromisso com o Plano Nacional de Mudanças Climáticas antes de 2015?

Enquanto isso, tucanos e estrelas correm atrás da Marina Silva em busca de apoio para o segundo turno das eleições presidenciais. O papagaio de pirata da Marina agora terá que se virar entre as demandas por apoio e a inveja tremenda pelos números alcançados no desmatamento evitado sem a sua participação.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Amazônia: Entendendo a trajetória do Código Florestal

No site do Ciro Siqueira sobre o Código Florestal Brasileiro encontramos a seguinte matéria que traduz a essência da discussão sobre esta lei que não funciona.

Entenda o Código Florestal

Caros, após a aprovação do Relatório Rebelo na Comissão Especial do Código Florestal, nosso blogg tem recebido muitos acessos novos. A julgar pelos termos colocados nos mecanismos de busca e que trazem os leitores novos ao blogg e também por alguns contatos que recebi, as pessoas estão buscando por informação.

Muitos leitores do blogg são pessoas já familiarizadas com o tema do Código Florestal e têm um bom nível de conhecimento do assunto. Entretanto, muitos dos novos leitores são pessoas são leigas no tema.

Decidi então produzir uma espécie de roteiro básico que possa orientar pessoas que nunca ouviram falar no tema código florestal, ou que não sejam familiarizadas com o assunto, ou que estejam tentando escapar das fontes convencionais (ONGs verdes ou ruralistas) possam entendê-lo, conhecer suas contradições e os principais conflitos de aplicação da lei, podendo assim formar uma opinião consubstanciada e mais ou menos imparcial sobre ela.

Clique no link abaixo e faça o download do texto em formato .pdf Entenda o Código Florestal

É um texto de 14 páginas (grande demais para ser postado no blog) que fala um pouco da história do Código Florestal e da fundamentação de alguns dos seus institutos. O texto também mostra porque (e como) chegamos onde estamos, fala sobre o início e o desenvolvimento do entrevero político que resultou na aprovação do Relatório Rebelo e dá alguma perspectiva do que deve acontecer daqui para frente.

Obviamente o texto é vivo. Caso algum leitor neófito não consiga entender bem o tema, peço a gentileza de entrar em contato e solicitar um maior esclarecimento sobre o(s) ponto(os) mais obscuro. Dessa forma o texto poderá ser continuamente aperfeiçoado e poderá ajudar mais pessoas a entenderem o problema do Código Florestal. No texto há instruções de como proceder esse contato.

Agradeço ao Luiz Prado do Luiz Prado Blog pela revisão e pelas sugestões que fez do texto inicial. Algumas foram aceitas imediatamente, outras ainda não foram incorporadas ao texto por questão de tempo, mas brevemente o serão.

Espero que a iniciativa seja útil.

Amazônia: lá vem outro curso do MMA

MMA promove curso de licenciamento e regularização ambiental rural - 05/10/2010 
Local: Brasília - DF 
Fonte: MMA - Ministério do Meio Ambiente 
Link: http://www.mma.gov.br 
Começa nesta quarta-feira (6/10), o curso do Programa Nacional de Capacitação de Gestores Ambientais (PNC), que terá como tema Licenciamento e Regularização Ambiental Rural, o PNC Rural.  O curso é uma iniciativa do Departamento de Coordenação do Sisnama (DSIS/Secex), do Ministério do Meio Ambiente.  Dez Estados participarão do curso: AC, BA, ES, GO, MG, MT, PA, RO, RR e SC.  São 154 municípios inscritos e cerca de 600 alunos.

O objetivo do curso é desenvolver competências entre técnicos e gestores de estados e municípios para promoverem a regularização ambiental em suas regiões, harmonizar as necessidades dos produtores rurais à preservação dos recursos naturais e demonstrar aos produtores as vantagens a serem obtidas com essa regularização.

O PNC Rural abordará conceitos básicos e instrumentos de cartografia e georreferenciamento; base legal; Cadastro Ambiental Rural (CAR); técnicas de recuperação e recomposição de reservas legais e áreas de proteção ambiental; conservação de recursos hídricos e o Programa Mais Ambiente (Decreto.7.029/2009). Na etapa final, os estados organizarão encontros presenciais com seus alunos para apresentar as iniciativas regionais e locais, as respectivas legislações; realizar visitas técnicas.  Estas atividades serão avaliadas.

Ao final, espera-se que os alunos tenham ampliado a capacidade de diálogo com produtores, empresários e servidores públicos do setor rural.  Que tenham assimilado conhecimento acerca do assunto e que, assim, possam abrir caminho para ações e iniciativas voltadas à preservação e monitoramento dos recursos naturais nos locais onde há produção agropecuária.  O encerramento do curso está previsto para a primeira quinzena de dezembro.

A rede mantida pelo DSIS, por meio da Educação a Distância (EaD), para a realização de cursos com ampla abrangência tem permitido ao MMA difundir conhecimentos sobre temas relevantes para a gestão ambiental em estados e municípios promovendo a Gestão Ambiental Compartilhada e fortalecendo o Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama).

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