sábado, 2 de abril de 2011

Amazônia: Aldo pode apresentar novo texto para o Código Florestal na semana que vem

 

Agência Câmara de Notícias

01/04/2011 18:31

 

Entidades enviaram 54 notas técnicas para grupo que estuda mudanças no substitutivo em análise na Câmara.

David Ribeiro

Aldo Rebelo

Aldo pretende acatar sugestão de pequenos produtores

de reduzir a 7,5 m APPs de margens de rios.

O deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), relator do substitutivo ao Projeto de Lei 1876/99, que altera o Código Florestal, disse nesta sexta-feira que pode apresentar sua nova versão para a proposta até o final da próxima semana. O texto atual foiaprovado em comissão especial e já pode ser votado em plenário.

Diante da polêmica em torno das mudanças, o presidente da Câmara, Marco Maia, criou um grupo de trabalho para discutir o substitutivo e apresentar novas sugestões. Na próxima terça-feira (5), o colegiado se reúne para discutir 54 notas técnicas enviadas por entidades interessadas no tema.

Entretanto, conforme explica Aldo, o grupo tem “apenas autonomia política para apresentar sugestões”. O relator é quem decide sobre os pontos a serem acolhidos ou não no texto.

Redução das medidas das APPs
Ele reafirmou, por exemplo, que pretende realmente acatar a sugestão de entidades representativas da agricultura familiar de reduzir à metade as medidas atuais das áreas de preservação permanente (APPs) em todas as propriedades de até quatro módulos rurais. “Se não acolher essa proposta, vou acabar com boa parte da agricultura familiar no Brasil”, argumenta.

Na versão atual, o texto prevê a diminuição apenas da extensão da cobertura florestal em margens de cursos d’água de até cinco metros de largura, que passa de 30 para 15 metros. Com a sugestão dos pequenos agricultores, essa medida seria reduzida para 7,5 metros.

Reivindicações de ambientalistas
Quanto às reivindicações de ambientalistas, Aldo Rebelo sustenta que já acolheu “várias”. Entre elas destaca a manutenção da reserva legal, que, segundo ele, só existe no Brasil. A manutenção de medidas das APPs, que atualmente vão até 500 metros, seria outra concessão. “Nos outros países essa medida chega, no máximo, a 20 metros”, sustenta.

Acordos
Até a semana passada, sete partidos (PMDB, PTB, PR, PP, PSC, PSB e DEM) tinham fechado acordo para apoiar o relatório, mesmo sem as mudanças que poderão ocorrer.

Já o PT disse que, da forma como está o texto até agora, não dá para ser a favor. Na terça-feira, às 10 horas, a bancada do PSDB se reúne para decidir qual posição adotar.
Manifestação
Na terça-feira (5), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) promovem uma manifestação em frente ao Congresso Nacional para pedir a aprovação do novo código.
Os produtores rurais querem que seja aprovada a urgência na votação do substitutivo ao código, principalmente porque no dia 11 de junho deste ano vence o prazo dado pelo decreto 7.029/09 para que os proprietários rurais averbem suas reservas legais. Caso contrário, serão autuados pelos órgãos ambientais.
Veja infográfico sobre o proposta de Aldo Rebelo

Veja a íntegra do relatório e do substitutivo

Continua:
Íntegra da proposta:

Reportagem - Maria Neves
Edição – Regina Céli Assumpção

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Amazônia: olha o REDD+ aí, gente!

 

Agência Câmara de Notícias

Proposta institui sistema nacional de redução de emissões de carbono

Arquivo - J. Batista

Rebecca Garcia

Rebecca: podem ser beneficiadas áreas em assentamentos e em terras indígenas.

A Câmara analisa o PL 195/11, da deputada Rebecca Garcia (PP-AM), que institui o sistema nacional de redução de emissões por desmatamento e degradação, conservação, manejo florestal sustentável, manutenção e aumento dos estoques de carbono florestal (REDD+).

Na prática, o sistema REDD+ vai criar uma espécie de mercado de carbono interno, que pode gerar créditos para a obtenção de financiamentos, ou gerar certificados para serem usados na compensação de emissões de gases de efeito estufa no território nacional ou em outros países.

O sistema nacional REDD+ contempla:
- a redução das emissões de gases de efeito estufa provenientes do desmatamento e da degradação florestal;
- a manutenção e aumento dos estoques de carbono das florestas nativas;
- o manejo e o desenvolvimento florestais sustentáveis;
- a valoração de produtos e serviços ambientais relacionados ao carbono florestal; e
- o reconhecimento e a repartição dos benefícios decorrentes da implementação do sistema.

Áreas florestais
A proposta considera como possíveis beneficiadas pelas políticas, programas e projetos de REDD+, individual ou conjuntamente, áreas florestais em:
- terras indígenas;
- unidades de conservação legalmente instituídas no âmbito dos sistemas nacional, estaduais ou municipais de unidades de conservação;
- áreas legitimamente ocupadas por populações tradicionais, no interior ou fora de unidades de conservação e outras áreas públicas;
- territórios quilombolas;
- assentamentos rurais da reforma agrária;
- propriedades privadas, incluindo as áreas de reserva legal, preservação permanente (APPs) e servidão florestal, previstas na Lei 4.771/65, e de servidão ambiental, de que trata a Lei 6.938/981, conforme disposto em regulamento; e
- outros imóveis de domínio da União, de estados ou de municípios.

Financiamento
O sistema REDD+ poderá ser financiado por fundos nacionais como o de Mudança do Clima; o da Amazônia; o do Meio Ambiente; e de Desenvolvimento Florestal.

Os recursos também podem ser provenientes de acordos bilaterais ou multilaterais sobre clima; acordos decorrentes de ajustes, contratos de gestão e convênios celebrados com órgãos e entidades da administração pública federal, estadual ou municipal; doações; comercialização de créditos de carbono e, ainda, verbas do Orçamento da União ou privadas.

Estados e municípios
A participação de estados e municípios no sistema é condicionada, entre outros pontos:
- à existência de lei local para a redução das emissões por desmatamento e degradação florestal;
- à manutenção e ao aumento do estoque de carbono florestal;
- à implementação de políticas e medidas de controle do desmatamento e efetiva redução de emissões; e
- à existência de metas de redução de desmatamento e degradação florestal compatíveis com as metas nacionais.

A proposta prevê, ainda, um sistema nacional de registro, de forma a evitar dupla contabilidade de reduções de emissões.

Respeito
O projeto estabelece que o sistema nacional será implementado em consonância com a Política Nacional de Mudança do Clima (Lei 12.187/09) e obedecerá a princípios como o respeito aos conhecimentos, direitos e modo de vida dos povos indígenas, populações tradicionais e agricultores familiares e à compatibilidade das ações de REDD+ com a proteção e conservação dos ecossistemas naturais, dos serviços ambientais e da diversidade biológica.

Segundo Rebecca Garcia, "a proposta reconhece os atores envolvidos nos programas e projetos de REDD+ e dá diretrizes para a repartição de benefícios, valorizando o papel das populações tradicionais e comunidades indígenas, entre outros, na preservação dos ecossistemas naturais".

Projeto de teor semelhante (PL 5586/09, do ex-deputado Lupércio Ramos) chegou a ser aprovado por duas comissões permanentes (Meio Ambiente e Agricultura), mas foi arquivado ao final da última legislatura.

Tramitação
A proposta tramitará em caráter conclusivo nas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

Reportagem - Rachel Librelon
Edição - Newton Araújo

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quinta-feira, 31 de março de 2011

Amazônia: BASA, BB e INCRA processados

 

MPF processa bancos por financiarem o desmatamento na Amazônia - 31/03/2011
Local: Brasília - DF
Fonte: MPF - Ministério Público Federal
Link: http://www.mpf.gov.br

O Ministério Público Federal no Pará ajuizou hoje (31/03) ações civis públicas contra o Banco do Brasil e o Banco da Amazônia por terem concedido financiamentos com dinheiro público a fazendas com irregularidades ambientais e trabalhistas no Estado.  O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) também é réu nos dois processos pela total ineficiência em fazer o controle e o cadastramento dos imóveis rurais na região.

Os empréstimos detectados pelo MPF descumpriram a Constituição, leis ambientais e regulamentos do Banco Central e do Conselho Monetário Nacional, além de acordos internacionais dos quais o Brasil é signatário.  O MPF demonstra nos processos que o dinheiro público – de vários Fundos Constitucionais - vem financiando diretamente o desmatamento na região amazônica por causa do descontrole do Incra e das instituições financeiras.

“Desvendou-se, de forma factual, que as propagandas de serviços e linhas de crédito que abusam dos termos responsabilidade socioambiental e sustentabilidade não retratam essa realidade nas operações de concessão desses financiamentos a diversos empreendimentos situados na Amazônia, que em sua maioria são subsidiados com recursos dos Fundos Constitucionais de desenvolvimento e de outras fontes da União”, diz o MPF nas ações.

Os processos são assinados por nove procuradores da República que atuam no Pará e podem ter como consequência, caso acolhidos pela Justiça, o pagamento pelos bancos de indenizações por danos à coletividade e até mudanças substanciais na política de financiamento da atividade rural na Amazônia.

Entre os pedidos dos procuradores está o de fazer com que o Basa e Banco do Brasil invertam suas prioridades, deixando de emprestar dinheiro para produtores irregulares, implementando política de juros reduzida para produtores de municípios ambientalmente responsáveis e incentivando o licenciamento ambiental das propriedades.

O Incra pode ser obrigado a emitir o Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR) e manter um banco de dados atualizado sobre a situação fundiária da região, obrigação que já existe em lei desde 1972 mas nunca foi cumprida pelo Instituto.  Em todo o estado, até 2010 o Incra havia emitido o certificado para apenas 78 propriedades privadas.

Para o Banco do Brasil e o Basa, o MPF pede ainda que sejam obrigados a realizar auditorias internas para aferir o tamanho do desmatamento que causaram, examinando todos os financiamentos de atividade rural no Pará a partir de julho de 2008.  A data marca a entrada em vigor de uma norma do Conselho Monetário Nacional (CMN) que, segundo a investigação do MPF, vem sendo descumprida sistematicamente.

Investigação - A regra do CMN determina aos bancos oficiais ou privados que só liberem financiamento para atividades agropecuárias no bioma Amazônia com apresentação do Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR), de Licença Ambiental e ausência de embargos por desmatamento ilegal.  As exigências não são feitas na prática.

A investigação do MPF, feita por amostragem apenas nos dez municípios paraenses campeões de desmatamento dos últimos anos, encontrou 55 empréstimos a fazendas com diversas irregularidades ambientais e até casos de trabalho escravo, a que o Banco do Brasil emprestou um total de R$ 8 milhões.  O Basa liberou mais de R$ 18 milhões (37 empréstimos) para fazendas com os mesmos tipos de problemas.

As irregularidades foram encontradas com o cruzamento de dados públicos das Cédulas de Crédito Rural, registradas em cartório, com informações também públicas dos sistemas da Secretaria de Meio Ambiente do Pará, Incra, Ministério do Trabalho e Emprego e Ibama.  Além dos 92 financiamentos irregulares detectados por amostragem, existem outras fortes provas do descontrole das instituições financeiras sobre o dinheiro que estão injetando na região amazônica.

Provas como as coletadas, por exemplo, na operação Saturnus, que em 2009 desbaratou uma quadrilha que fraudava recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e do FNO num total de mais de R$ 17 milhões.  Inúmeras investigações da Controladoria Geral da União também apontam irregularidades na gestão dos financiamentos rurais na Amazônia.

Para o MPF, a descoberta desses financiamentos irregulares demonstra que o problema é generalizado e comprova estudos de pesquisadores independentes, do Tribunal de Contas da União e do Ministério do Meio Ambiente que estabelecem relação direta entre o empréstimo de dinheiro público e o crescimento no desmatamento da Amazônia.

Uma nota técnica do Ministério do Meio Ambiente citada nos processos demonstra, por exemplo, que “a curva dos desmatamentos no Pará acompanha a oferta de crédito rural nos anos de 1999 a 2004, período em que a taxa de desmatamento no estado aumentou em cerca de 70%.  Neste mesmo período, a oferta de crédito rural salta de um patamar de pouco mais de R$ 200 milhões para mais de R$ 690 milhões ao ano (1999 a 2004)”

Subsídios – Dados públicos do Banco Central obtidos pelo MPF para essa investigação demonstram que entre os anos de 1995 e 2009 instituições financeiras emprestaram mais de R$ 90 bilhões para atividades rurais na Amazônia Legal.  Desse total, mais de 92% vem de bancos públicos.

O Banco do Brasil liberou 52,3% dos créditos, o equivalente a R$ 47 bi.  O Basa aparece em segundo lugar, financiando 15% do total e injetando R$ 13 bi na Amazônia Legal nos 15 anos examinados.  Juntos, respondem por 67,3% dos empréstimos rurais na região.  A explicação é simples: BB e Basa são administradores exclusivos dos fundos constitucionais do Centro-Oeste (FCO) e do Norte (FNO), respectivamente.

Além desses dois Fundos, parte do dinheiro público para a atividade rural na região amazônica vem do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e do Orçamento Geral da União (OGU), de onde o Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) tira recursos para financiar produção agropecuária.

De acordo com o Tribunal de Contas da União, “o nível de subsídio em financiamentos com recursos desses fundos é expressivo e produtores rurais não familiares têm direito a empréstimos com taxas de juros subsidiadas, que variam de 5% a 8,5% ao ano, e bônus de adimplência de 15% sobre os encargos financeiros, bem abaixo das taxas de juros livres anuais – que em 2009 variaram entre 26% e 31% para pessoas jurídicas e entre 43% e 55% para pessoas físicas.”

Os processos iniciados hoje ainda não tem número de tramitação mas devem ser apreciados pela 9ª Vara da Justiça Federal em Belém.

sábado, 26 de março de 2011

Amazônia: a quem queres convencer, le petit Sarney?

 

Outro dia, assistindo a TV Câmara, pudemos ver um discurso do Sarney Jr. falando sobre o fim da energia nuclear no Brasil. Parece que depois do acidente no Japão, a explosão da usina de Fukushima, todo mundo teme a energia nuclear.

Em abril de 2007, por ocasião do lançamento do PAC, o Dieese produziu uma nota técnica de número 43 entitulada “O PAC, o setor de hidrocarbonetos e a matriz energética brasileira”, da qual considero relevante visualisar duas tabelas:

dieese petróleo

Vemos que muito embora os EUA tenham uma população muito maior do que a nossa, nós brasileiros consumimos somente 17,12% daquilo que lhes baste em barris de petróleo.

dieese matriz energética

Quando vemos que no Brasil o consumo de energia nuclear representa 1,5% da nossa matriz energética e observamos os nossos níveis de consumo de petróleo, fica a pergunta de quem será que “le petit” Sarney quer enganar?

Jamais na história desse país teve um grupo de pessoa mais influentes para a devastação da Amazônia do que aquele montado para alterar o código florestal brasileiro em 2001. Quem estava lá?

Quem quiser e puder assista a Tv Câmara ou a Tv Senado e verá que se fala até de “sultanato”. Mas o grande chefe dos clorofílicos da política nacional jamais apresentou proposta viável para absolutamente nada, principalmente no que tange o setor energético e produtivo brasileiro, pelo contrário, só conseguiu complicar mais ainda a obtenção de licenças ambientais, costurando remendos e mais remendos na legislação ambiental brasileira fazendo com que hoje tenhamos pelo menos três órgãos públicos, IBAMA, ICMBIO e SFB cuidando da mesma coisa.

Sarney faz campanha com o fechamento das Angras brasileiras, mas não tem propostas dignas de serem alternativas sustentáveis para a matriz energética brasileira entre Chernobyl e Fukushima, e teve para isso 25 anos.

Amazônia: PV e a incrível batalha entre a anta e o jumento

Passando pelo blog do Código Florestal dei uma lida no artigo que vem a seguir e observei o épico da política "clorofílica" brasileira quando da batalha entre a anta e o jumento:


Marina Silva tenta grilar o PV

No final de 2009, Marina Silva e seus Marina's Boys trocaram o PT e ingressaram no PV. Na semana passada o grupo tentou tomar posse do partido destituindo o atual presidente e entregando o cargo a um dos Marina's Boys.

Marina foi surpreendida por Mini Sarney que, através de uma manobra regimental, evitou que a turma da Marina tomasse posse do PV. Mini Sarney teme perder espaço no partido do qual ele é a principal estrela.

Marina Silva e seus Marina's Boys se reuniram na noite de ontem para definir nova estratégia para assumir o PV. Antes mesmo da reunião Marina deu tom divulgando um texto onde exalta os 20 milhões de votos que obteve na campanha presidencial, em 2010. No texto, a ex-senadora diz que os votos representaram a expectativa depositada nela de "fazer uma mudança profunda na política". Marina dá sinal de que usará usará a opinião pública apoiá-la na tentativa de grilar o PV.

Marina acusa os atuais dirigentes de sufocar a "pouca democracia" existente no partido, em crítica ao grupo do presidente da sigla, deputado José Luiz Penna (SP). Sem citá-lo, Marina atacou sua resistência em deixar a presidência. "Não creio que o aprofundamento da democracia possa ser feito através da supressão, mesmo que temporária, da pouca democracia ainda existente", disse no texto.

A ex-senadora reforçou o descontentamento com o comando atual. "Se deixarmos de lado a renovação política dentro do partido, acabou-se a moral para falar de sonhos, de ética, de um mundo mais justo e responsável com o meio ambiente." No fim do artigo, porém, afirma que pretende ficar na sigla. "Reafirmo meu desejo de permanecer neste PV, contribuindo para o seu crescimento e qualidade política."

sexta-feira, 25 de março de 2011

Amazônia: As últimas notícias e novidades

 

A Folha publicou duas manchetes que valem a pena ler:

1. PV não pode ser feudo de dirigentes, diz Gabeira

Na verdade, qual é o partido político do Brasil que não se tornou feudo de alguém?

2. Novo presidente do Incra tem chancela do MST

Acesse os links e depois responda: quem é que governa o Brasil?

quinta-feira, 24 de março de 2011

Amazônia: e o Aldo vai ter trabalho. Bem que poderia reduzir toda a RL dos imóveis da Amazônia para 50%

Consenso sobre Código Florestal exigirá grande esforço, admite relator - 24/03/2011
Local: Internacional - AC
Fonte: Agência Câmara
Link:
O relator da proposta que altera o Código Florestal, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), afirmou nesta quarta-feira, em audiência pública na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, que será necessário um grande esforço dos parlamentares para conseguir o consenso em torno do substitutivo apresentado por ele ao Projeto de Lei 1876/99.  O texto já foi aprovado em comissão especial e está pronto para ser votado pelo Plenário.
A constatação, segundo Rebelo, decorre de inúmeras reivindicações feitas recentemente por governadores de estado e por órgãos representativos de diversos setores da sociedade, como associações de produtores rurais e organizações não governamentais.
“Nesta semana recebi uma carta do governador do Piauí em que ele afirma que a proibição de criação de novas áreas agricultáveis por cinco anos, como está previsto no meu relatório, será extremamente prejudicial para a produção agrícola piauiense”, disse o deputado.
Ao comentar o resultado de visitas feitas a estados como Acre, Amazonas, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Bahia, Rebelo disse ainda que o governador do Acre, Tião Vianna, já teria inclusive criado um grupo de trabalho para analisar a possibilidade de anistiar os produtores familiares do estado.  “Fui informado de que um assentado da reserva Chico Mendes teria cometido suicídio por não ter condições de pagar as multas impostas por órgãos fiscalizadores”, afirmou.
Incentivos ao produtor O representante do Instituto Socioambiental (ISA), Raul Telles do Valle, criticou a criminalização dos produtores rurais prevista no Código Florestal e a forma como é feita sua fiscalização.  “A fiscalização abusiva é um equívoco.  Ninguém quer ver os produtores rurais multados, impedidos de produzir”, afirmou.
Valle, entretanto, questionou algumas partes do relatório do deputado Aldo Rebelo, entre as quais a que prevê a dispensa da recuperação de Áreas de Preservação Permanentes (APPs) desmatadas (área agrícola consolidada) até 2008.
O representante do ISA apresentou estudos dando conta de que são muito pequenas as porcentagens de áreas produtivas a serem recuperadas por integrarem APPs.
Segundo ele, em Bento Gonçalves (RS), por exemplo, a produção de uva ocupa apenas 1% das áreas de preservação.  “O mesmo ocorre com as áreas produtoras de café em Três Pontas (MG), onde apenas 2% estão em APPs”, disse Valle, ao defender a criação de dispositivos técnicos e econômicos capazes de incentivar os produtores a recuperar áreas sem perdas financeiras.
Incentivos fiscais
O deputado Reinhold Stephanes (PMDB-PR), que foi ministro da Agricultura, concordou com a ideia de que é preciso criar incentivos fiscais para viabilizar o cumprimento das alterações propostas no projeto de novo Código Florestal.
De acordo com o deputado, “antes de recuperar áreas desmatadas nas beiras dos rios, por exemplo, é preciso criar mecanismos que incentivem os produtores a realizarem essa recuperação”.
Impacto Econômico
Por outro lado, o procurador da Fazenda Nacional, professor universitário e especialista em Direito Ambiental Luís Carlos Silva de Moraes chamou a atenção para os impactos financeiros gerados pela recuperação de todas as regiões desmatadas em área agrícola consolidada.
Com base em números de 2007, Moraes afirma que a redução da área agricultável faria o Brasil perder R$ 22 bilhões em arrecadação e tornaria o Produto Interno Bruto (PIB) R$ 74,3 bilhões menor.  “A manutenção da área agrícola consolidada não é um favor ao produtor rural, mas uma necessidade pública”, defendeu.
Os deputados Jorge Pinheiro (PRB-GO) e Cláudio Cajado (DEM-BA) defenderam o aprofundamento dos debates antes que a proposta seja votada pelo Plenário.  “Um tema como esse não será votado sem o mínimo de consenso”, ressaltou Cajado.

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